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Vida marinha

Baleias-jubarte do Mar Arábico podem formar subespécie

Análise genética revela que jubartes isoladas do Mar Arábico divergiram há milênios e enfrentam graves ameaças de colisão e pesca.

Relatado por Mongabay · · 1 min de leitura

Baleias-jubarte do Mar Arábico podem formar subespécie
Imagem: Mongabay

Uma investigação genética recente indica que as baleias-jubarte que vivem no Mar Arábico provavelmente representam uma subespécie independente. Os pesquisadores determinaram que esses mamíferos marinhos se desenvolveram separadamente ao longo de dezenas de milhares de anos, diferenciando-se de todos os outros grupos conhecidos.

As populações padrão de baleias-jubarte viajam entre zonas tropicais de reprodução e áreas polares frias de alimentação. Em contraste, o grupo do Mar Arábico permanece em ambientes tropicais e subtropicais durante todas as estações. Cientistas observam que a ressurgência costeira gera águas frias e ricas em nutrientes para forrageamento, além de zonas quentes e abrigadas adequadas para reprodução e criação de filhotes.

Os pesquisadores analisaram o DNA mitocondrial materno coletado de 2.285 baleias em todo o mundo, incorporando amostras obtidas ao longo da costa de Omã. Os dados resultantes demonstraram divergência notável juntamente com a menor variação genética registrada em bacias marinhas globais. As estimativas sugerem que essa linhagem se separou de outros estoques entre 43.000 e 113.000 anos atrás.

Ameaças e proteção transfronteiriça

A separação prolongada deixa esses animais particularmente suscetíveis à extinção. Classificados como uma subpopulação ameaçada de extinção na Lista Vermelha da IUCN, seus números permanecem limitados, sem ganhos documentados nos últimos vinte anos.

Registros fotográficos indicam que aproximadamente dois em cada três indivíduos documentados perto de Omã exibem cicatrizes resultantes de emalhe em equipamentos de pesca. O intenso tráfego de embarcações introduz perigos adicionais, incluindo colisões com navios e ruídos subaquáticos perturbadores.

Para combater esses perigos, a Comissão Baleeira Internacional aprovou um Plano de Gestão de Conservação regional. A estrutura busca promover iniciativas conjuntas entre empresas de transporte marítimo, pescarias, autoridades públicas, instituições acadêmicas e grupos de conservação em países vizinhos para monitorar populações e conter riscos contínuos.