Mamíferos selvagens
Conheça o rato-canguru-do-texas
Este roedor saltador pode surpreender você. Apesar de seu nome, o mamífero se parece mais com um gerbilo do que com um rato e luta para sobreviver.
Relatado por U.S. Fish and Wildlife Service · · 6 min de leitura

Cangurus no Texas?
Não exatamente, mas este roedor saltador pode convencê-lo do contrário. Apesar do nome, este mamífero se parece mais com um gerbilo do que com um rato. Este pequeno texano é mais fofo do que você poderia imaginar e está conquistando os corações de conservacionistas em toda a sua área de distribuição histórica. Parceiros de conservação em todo o Texas estão trabalhando duro para ajudar suas populações a se recuperarem.
O rato-canguru-do-texas ( Dipodomys elator ) é um pequeno roedor noturno que pode lembrar um rato à distância, mas age como um canguru ao saltar sobre as patas traseiras, às vezes por vários pés ao escapar de um predador. Atingindo até 13,75 polegadas de comprimento, esses roedores obtêm mais da metade dessa medida de sua cauda longa, que termina em um tufo branco característico de pelos. É uma das 23 espécies conhecidas de rato-canguru. Ao contrário de muitas outras, o rato-canguru-do-texas é único por possuir quatro dedos em vez de cinco em cada pata traseira.
Esta espécie pode ser difícil de avistar, visto que é um mamífero noturno que se esconde em tocas subterrâneas, uma adaptação importante para sobreviver ao calor e à aridez de seu ambiente seco. No entanto, proprietários de terras privadas no centro-norte do Texas relatam ter visto esses animais saltando por estradas de terra a todas as horas da noite. Ao redor de suas tocas, onde a vegetação rasteira e o solo descoberto são comuns, o rato-canguru-do-texas gosta de tomar banhos noturnos de poeira, um comportamento que envolve rolar na terra, poeira ou areia para remover parasitas e melhorar a higiene.
Este nativo texano é singularmente adaptado às Rolling Plains que chama de lar. Sua dieta consiste principalmente de sementes e ocasionais porções de vegetação verde. Como outros ratos-canguru, ele obtém toda a umidade de que precisa de seu alimento e nunca necessita beber água. Suas grandes bolsas externas nas bochechas permitem coletar quantidades substanciais de alimento em uma única viagem. O rato-canguru-do-texas armazena esse alimento coletado em suas tocas, uma estratégia fundamental de sobrevivência que o ajuda a suportar períodos de meses quando a comida é escassa.
À beira da ameaça de extinção
Originalmente descoberto em 1894 no condado de Clay, Texas, o rato-canguru-do-texas foi documentado em onze condados do centro-norte do Texas e dois condados vizinhos de Oklahoma. Desde 2000, esta espécie só foi confirmada em cinco desses condados, todos no Texas.
Devido à redução de sua área de distribuição e escassez, muitos biólogos e especialistas em vida selvagem acreditam que o rato-canguru-do-texas corre risco de extinção. Esta não é uma preocupação nova. O rato-canguru-do-texas foi classificado como espécie ameaçada em 1977 sob a lei estadual do Texas e foi alvo de petição para inclusão na lista federal em 2010 sob a Lei de Espécies Ameaçadas (Endangered Species Act). Ao longo da última década, a espécie contou com uma grande quantidade de especialistas pesquisando o tamanho de sua população, necessidades de habitat e perspectivas de longo prazo.
Parcerias tão grandes quanto o Texas
A partir de 2018, o U.S. Fish and Wildlife Service fez parceria com o Zoológico de Fort Worth e pesquisadores acadêmicos para estabelecer uma população em cativeiro do rato-canguru-do-texas. Trabalhando ao lado do Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas (TPWD), o Service apoiou pesquisas no Zoológico de Fort Worth para ajudar a compreender sua biologia reprodutiva e desenvolver um programa de propagação que pudesse eventualmente reforçar as populações selvagens com animais criados no zoológico.
O Zoológico de Fort Worth agora mantém uma pequena população de ratos-canguru-do-texas, com seu primeiro esforço reprodutivo bem-sucedido ocorrendo em 2021. “Esta espécie pode ser muito territorial e muito individualista, portanto criá-la pode ser um desafio”, afirma Allison Julien, bióloga reprodutiva no Zoológico de Fort Worth, que está contribuindo com os esforços de conservação dos ratos-canguru-do-texas. Embora a reprodução da espécie tenha se mostrado difícil, a equipe do zoológico continua suas tentativas de ajudar o rato-canguru-do-texas a se recuperar.
Na natureza, os ratos-canguru-do-texas têm uma expectativa de vida de apenas cerca de dois a três anos. No entanto, sob os cuidados do Zoológico de Fort Worth, onde não há predadores e indivíduos recebem uma dieta saudável, os mamíferos podem viver por até sete anos. Essa maior longevidade ajuda o zoológico a aprender mais sobre a biologia e o comportamento do mamífero e ajuda a orientar futuras solturas na natureza.
Texanos ajudando a vida selvagem do Texas
A crescente preocupação com a raridade desta espécie e a perda de seu habitat preferido levou biólogos do Service e do TPWD a procurar mais maneiras de ajudar. Em 2022, o TPWD propôs um Acordo de Conservação de Candidatos com Garantias (CCAA, na sigla em inglês). Os CCAAs (agora chamados de Acordos de Benefício de Conservação) são acordos voluntários que incentivam proprietários de terras privadas a conservar espécies em risco, protegendo ao mesmo tempo os direitos de propriedade privada.
Para o rato-canguru-do-texas, o objetivo do CCAA é apoiar a colaboração entre os governos federal e estadual e proprietários de terras privadas dentro da área de distribuição histórica do rato-canguru-do-texas para ajudar a proteger a espécie e seu habitat. Crucialmente, o CCAA proporciona segurança regulatória para o setor agropecuário para aqueles na área de distribuição histórica do rato-canguru-do-texas. Os proprietários de terras têm a garantia de que nenhuma medida adicional de conservação, além das já acordadas, será exigida se a espécie for declarada como ameaçada de extinção.
Conservacionistas do TPWD e do Service acreditam que a adesão de mais proprietários privados a este acordo ajudará a aumentar as populações de ratos-canguru ao conectar fragmentos de habitat em toda a sua área de ocorrência – um “impulso inicial” necessário para a recuperação.
“A beleza do manejo para o rato-canguru-do-texas é que as ações exigidas já são compatíveis com a pecuária [de gado bovino] e a maioria dos usos da terra vistos nesta região”, afirma Darren Proppe, biólogo do TPWD que atua na pesquisa para o CCAA do rato-canguru-do-texas. “Na verdade, ter gado na terra pode ser benéfico porque mantém áreas de solo descoberto e cobertura vegetal esparsa que são utilizadas pelo rato-canguru-do-texas.”
Em sua essência, este acordo voluntário trata de trabalhar com proprietários de terras privadas na região histórica do rato-canguru-do-texas para ajudar a conservar habitats enquanto apoia as terras produtivas. O acordo promove a boa gestão da terra por meio de pastoreio prescrito, queima prescrita, plantio e ressemeio de pastagens e manejo de arbustos. A participação neste acordo não exige todas as práticas de conservação e pode ser adaptada aos usos existentes da terra, ao mesmo tempo em que oferece benefícios mensuráveis ao rato-canguru-do-texas.
Traçando um roteiro para a recuperação
O rato-canguru-do-texas enfrenta uma área de ocorrência em declínio e um futuro incerto, mas os texanos estão construindo um caminho de volta. Conservacionistas, proprietários de terras, pesquisadores e gestores de vida selvagem estão trabalhando juntos para dar à espécie sua melhor chance de recuperação a longo prazo. De pradarias e fazendas a instalações de reprodução em zoológicos, parceiros de conservação estão unindo forças para dar a este pequeno mamífero nativo uma chance de lutar.
“Esta pequena espécie tem resistido por muito tempo e agora finalmente tem uma equipe ao seu lado”, disse Jennifer Khan, bióloga de peixes e vida selvagem do Service. “Trabalhando juntos, podemos dar ao rato-canguru-do-texas uma chance real de recuperação.”
À medida que o ímpeto cresce, também cresce a esperança de que mais texanos se juntem a esses esforços. Salvar o rato-canguru-do-texas exigirá trabalho em equipe e pode precisar de parcerias tão grandes quanto o Texas. Afinal, tudo é maior no Texas... exceto os cangurus.
Para saber como proprietários de terras podem ajudar este pequeno texano por meio do CCAA voluntário, acesse: Texas Kangaroo Rat Candidate Conservation Agreement with Assurances
Guia de campo: rato-canguru-do-texas (Dipodomys elator)
A matéria acima trata dos parceiros de conservação que trabalham para recuperar este pequeno roedor texano. Aqui está o que ela diz sobre o animal, organizado para você reconhecê-lo, conferir um avistamento e separá-lo daquilo com que pode ser confundido.
Como reconhecer, passo a passo
Comece pelo lugar
Vive nas Rolling Plains, no centro-norte do Texas. Foi documentado em onze condados do centro-norte do Texas e em dois condados vizinhos de Oklahoma, mas desde 2000 só foi confirmado em cinco deles, todos no Texas.
Pense na hora
É noturno. Proprietários de terras privadas no centro-norte do Texas relatam tê-lo visto saltando por estradas de terra a todas as horas da noite.
Observe como se move
Salta sobre as patas traseiras como um canguru, às vezes por vários pés de uma vez ao escapar de um predador.
Depois a cauda
Chega a 13,75 polegadas de comprimento, e mais da metade disso é a cauda longa, que termina em um tufo branco característico de pelos.
Se deu para ver uma pata traseira
O rato-canguru-do-texas tem quatro dedos em vez de cinco em cada pata traseira, o que, segundo a matéria, o diferencia de muitas outras espécies de rato-canguru.
Não espere vê-lo com facilidade
Esconde-se em tocas subterrâneas, ao redor das quais são comuns a vegetação rasteira e o solo descoberto. Não precisa beber água: obtém toda a umidade de que precisa do alimento.
Pode ter sido um rato-canguru-do-texas?
Responda o que você viu. Cada resposta é comparada com o que a matéria diz sobre o animal. Deixe em branco o que não percebeu.
Seu resultado
Responda ao menos três perguntas
Com menos respostas ainda não há o que comparar.
Compare com aquilo a que se parece
A matéria diz que de longe ele pode lembrar um rato, mas se parece mais com um gerbilo, e o coloca entre as 23 espécies conhecidas de rato-canguru. Isto é tudo o que ela diz de cada um, lado a lado.
Rato-canguru-do-texas Dipodomys elator
- Tamanho
- Até 13,75 polegadas de comprimento, mais da metade só de cauda
- Cauda
- Longa, termina em um tufo branco característico de pelos
- Patas traseiras
- Quatro dedos em cada uma, em vez de cinco
- Movimento
- Salta sobre as patas traseiras, às vezes por vários pés ao escapar de um predador
- Atividade
- Noturno; esconde-se em tocas subterrâneas
- Habitat
- Rolling Plains; vegetação rasteira e solo descoberto ao redor das tocas
- Situação
- Classificado como ameaçado em 1977 pela lei estadual do Texas; alvo de petição de inclusão federal em 2010
Rato ou gerbilo
- Na matéria
- O rato-canguru-do-texas pode lembrar um rato de longe, mas se parece mais com um gerbilo do que com um rato
- Marcas próprias
- Salta sobre as patas traseiras, tem cauda longa com tufo branco e quatro dedos em cada pata traseira
Outros ratos-canguru
- Quantas
- 23 espécies conhecidas, entre elas o rato-canguru-do-texas
- Patas traseiras
- A matéria diz que, ao contrário de muitos outros, o rato-canguru-do-texas tem quatro dedos em vez de cinco
- Água
- Como outros ratos-canguru, obtém toda a umidade de que precisa do alimento e nunca necessita beber
Cada linha vem da matéria com link abaixo; onde a matéria não diz nada, este guia também não diz. A matéria não cita outro animal que possa ser confundido com o rato-canguru-do-texas nem explica como diferenciá-lo de outros roedores além das marcas listadas aqui, então vale consultar também um guia de campo regional ou o órgão de vida selvagem do seu estado.
Rato-canguru-do-texas: perguntas e respostas
Como é o rato-canguru-do-texas?
É um pequeno roedor noturno que de longe pode lembrar um rato, embora a matéria diga que se parece mais com um gerbilo. Chega a 13,75 polegadas de comprimento, mais da metade numa cauda longa que termina em um tufo branco característico de pelos.
Por que se chama rato-canguru?
Porque age como um canguru: salta sobre as patas traseiras, às vezes por vários pés ao escapar de um predador.
É o único tipo de rato-canguru?
Não. É uma das 23 espécies conhecidas de rato-canguru. A matéria diz que, ao contrário de muitas outras, ele tem quatro dedos em vez de cinco em cada pata traseira.
Onde e quando dá para vê-lo?
É difícil de avistar: é noturno e se esconde em tocas subterrâneas, uma adaptação ao calor e à aridez do ambiente seco. Proprietários de terras privadas no centro-norte do Texas dizem tê-lo visto saltando por estradas de terra a todas as horas da noite. Ao redor das tocas são comuns a vegetação rasteira e o solo descoberto, e ali ele toma banhos noturnos de poeira para remover parasitas e melhorar a higiene.
O que ele come? Bebe água?
A dieta é feita principalmente de sementes e de ocasionais porções de vegetação verde. Como outros ratos-canguru, obtém toda a umidade de que precisa do alimento e nunca necessita beber. As grandes bolsas externas nas bochechas permitem coletar bastante comida numa única viagem, e ele a armazena nas tocas para suportar períodos de meses em que a comida é escassa.
Onde ele vive?
Nas Rolling Plains, no centro-norte do Texas. Foi descoberto em 1894 no condado de Clay, Texas, e documentado em onze condados do centro-norte do Texas e em dois condados vizinhos de Oklahoma. Desde 2000 só foi confirmado em cinco desses condados, todos no Texas.
Está ameaçado de extinção?
Devido à redução da área de distribuição e à escassez, muitos biólogos e especialistas em vida selvagem acreditam que corre risco de extinção. Foi classificado como espécie ameaçada em 1977 pela lei estadual do Texas e foi alvo de petição para inclusão na lista federal em 2010, sob a Lei de Espécies Ameaçadas. A matéria não relata nenhuma decisão federal.
O que está sendo feito para ajudá-lo?
Desde 2018, o U.S. Fish and Wildlife Service se associou ao Fort Worth Zoo e a pesquisadores acadêmicos para manter uma população em cativeiro; a primeira reprodução bem-sucedida foi em 2021. Na natureza os animais vivem só cerca de dois a três anos; no zoológico podem viver até sete. Em 2022, o Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas propôs um acordo voluntário para proprietários de terras privadas, que promove pastejo prescrito, fogo prescrito, plantio e replantio de pastagens e manejo de arbustos. Um biólogo do departamento diz que as ações exigidas já são compatíveis com a pecuária.
O que fazer se eu achar que vi um?
Anote o local e a data e hora. A matéria não traz orientação para manusear o animal nem para relatar um avistamento, então este guia também não traz; o Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas, que a matéria cita como atuando com a espécie, pode orientar o que fazer.
Fatos sobre a espécie: U.S. Fish and Wildlife Service: fws.gov


