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Habitats e conservação

Ministros britânicos devem evitar lobby de megazoológico

Assessores do governo orientaram autoridades a manter distância do polêmico santuário Vantara antes de negociações globais sobre comércio de fauna ameaçada.

Relatado por The Guardian · · 2 min de leitura

No mapa: Reino Unido · Índia · Aves de rapina

Ministros britânicos devem evitar lobby de megazoológico
Imagem: The Guardian

Registros internos do governo mostram que ministros britânicos foram orientados a evitar contato formal com o Vantara, uma gigantesca instalação zoológica privada na Índia. O alerta ocorreu após a abordagem de lobistas ligados ao local antes de uma conferência de vida selvagem das Nações Unidas em Genebra, onde a Grã-Bretanha preside discussões internacionais que avaliam como a Índia fiscaliza a importação de espécies protegidas.

Com cerca de 1.400 hectares em Gujarat, o amplo complexo foi criado por Anant Ambani, herdeiro de uma proeminente fortuna de petróleo e gás. Relatos indicam que mais de 150.000 animais chegaram à propriedade desde 2022. Embora representantes da instalação destaquem acomodações luxuosas como piscinas de hidroterapia e massagens especializadas para mais de 260 elefantes, grupos conservacionistas questionam como um número tão grande de espécies ameaçadas foi reunido em um intervalo tão curto.

Uma missão de averiguação da Cites já havia apontado preocupações sobre a conformidade das importações, alertando que a entrada de um número expressivo de animais corre o risco de estimular mercados ilícitos. Embora a suprema corte da Índia tenha absolvido os operadores de irregularidades legais, defensores procuraram autoridades britânicas em busca de uma postura favorável sobre qual nação detém a responsabilidade primária de verificar a legitimidade das exportações.

Posteriormente, autoridades britânicas recusaram convites para visitar a propriedade em Gujarat a fim de preservar a imparcialidade em sua função no comitê. Documentos divulgados também detalham preocupações com uma proposta de envio de falcões do Reino Unido, que não avançou depois que órgãos reguladores classificaram um pagamento substancial a um criador britânico não identificado como uma transação comercial.

Um porta-voz do Vantara afirmou que a instalação não pagou consultores de lobby nem importou falcões da Grã-Bretanha. Em resposta ao escrutínio recente, o santuário suspendeu voluntariamente a chegada de novos animais por doze meses e nomeou um ex-líder da Cites para dirigir sua gestão, enquanto Ambani sustentou que todos os animais residentes, incluindo hipopótamos e pinguins resgatados, foram adquiridos por vias legais para proteger seu bem-estar.