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Mamíferos selvagens

IA viabiliza censo de morcegos em florestas britânicas

Pesquisadores analisaram 98 milhões de chamados de morcegos em 310 florestas, identificando refúgios de espécies raras como o morcego-barbastela.

Relatado por BBC News · · 1 min de leitura

No mapa: Reino Unido · Morcegos

IA viabiliza censo de morcegos em florestas britânicas
Imagem: BBC News

Um amplo estudo de três anos em 310 florestas concluiu o maior levantamento de morcegos florestais da Grã-Bretanha até o momento. Cientistas instalaram equipamentos de gravação montados em postes nas copas das árvores em todo o país, coletando um total de 90.000 horas de dados acústicos contendo 98 milhões de chamados de morcegos.

Segundo os pesquisadores, analisar manualmente uma quantidade tão enorme de arquivos de áudio levaria mais de três décadas, tornando um projeto dessa magnitude praticamente impossível sem assistência automatizada. Em vez disso, os cientistas utilizaram sistemas de inteligência artificial de código aberto para avaliar as gravações, o que lhes permitiu detectar tendências nacionais das espécies e reconhecer padrões de chamados ao longo de milhares de noites.

Rastreando espécies esquivas A iniciativa registrou alguns dos morcegos mais raros e vulneráveis do Reino Unido, incluindo o morcego-barbastela, classificado na lista vermelha. O morcego-barbastela habita naturalmente ambientes de florestas antigas, mas seus hábitos discretos há muito tornam a espécie excepcionalmente difícil de ser monitorada por pesquisadores.

Dados do estudo mostraram que altas concentrações de atividade do morcego-barbastela estavam concentradas no sudoeste da Inglaterra. Os principais pontos críticos de atividade foram localizados em condados como Dorset, Cornualha, Devon e Somerset.

Representantes das organizações participantes destacaram que Somerset funciona como um santuário vital para as populações de morcegos do país. O aparecimento de várias espécies extremamente raras em Somerset durante o levantamento despertou grande interesse entre a equipe de conservação.

O projeto de âmbito nacional foi realizado em conjunto por pesquisadores da University College London, do Bat Conservation Trust e da Forest Research. Líderes do projeto afirmaram que a inteligência artificial alterou drasticamente a escala na qual os cientistas podem monitorar ecossistemas naturais, oferecendo um mecanismo sem precedentes para a avaliação da biodiversidade em larga escala.