Mamíferos selvagens
Fauna britânica estampará futuras cédulas
Votação pública nacional elegeu quatro animais nativos para substituir figuras históricas na próxima geração de cédulas da moeda britânica.
Relatado por The Guardian · · 1 min de leitura

Quatro espécies da fauna nativa estamparão as próximas cédulas britânicas após consulta pública, segundo anúncio do Banco da Inglaterra. Os animais escolhidos incluem a mamangaba-de-cauda-amarela, a coruja-das-torres, o ouriço-terrestre e o papagaio-do-mar-do-atlântico.
A iniciativa começou com a definição da vida selvagem como tema geral antes de convidar o público a selecionar suas espécies preferidas entre dezoito candidatas de grupos distintos. A mamangaba garantiu o primeiro lugar entre insetos, anfíbios e peixes, enquanto a coruja-das-torres liderou a divisão de aves e o ouriço encabezou a categoria de mamíferos. As autoridades também incluíram o papagaio-do-mar para representar o ambiente costeiro do Reino Unido.
As autoridades ainda não definiram qual animal estampará cada denominação específica entre as notas de cinco, dez, vinte e cinquenta libras. O outro lado de cada cédula continuará exibindo o rei Charles. A criação e a finalização da nova arte gráfica devem levar vários anos.
A representante do banco, Victoria Cleland, destacou que quase quinhentas mil pessoas participaram da pesquisa. Ela declarou que as escolhas vencedoras evidenciam a diversidade natural do país, além de auxiliarem nas melhorias de segurança da moeda.
Entre as espécies selecionadas, os papagaios-do-mar-do-atlântico habitam principalmente ambientes marinhos e retornam à terra durante os meses mais quentes para se reproduzir em tocas de ilhas costeiras. A espécie enfrenta declínio populacional e tem status vulnerável em avaliações globais de conservação.
A medida afasta o padrão de homenagear figuras históricas notáveis, como Winston Churchill e Jane Austen, nas cédulas. A lista preliminar excluiu outros concorrentes, incluindo o tubarão-frade, a raposa-vermelha e a rã-comum, enquanto defensores do bem-estar animal observaram que espécies menos populares convencionalmente foram omitidas da disputa.


