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O retorno de uma borboleta rara ao Fort Custer

Embora o Fort Custer Training Center seja uma base de treino militar, seus 7.500 acres vivem uma revolução silenciosa que traz de volta uma borboleta rara.

Relatado por U.S. Fish and Wildlife Service · · 3 min de leitura

Guia de campo: a borboleta Mitchell's satyr (Neonympha mitchellii) ↓

No mapa: Estados Unidos · Borboletas e mariposas

O retorno de uma borboleta rara ao Fort Custer
Imagem: U.S. Fish and Wildlife Service

À primeira vista, o Fort Custer Training Center é um local renomado onde soldados treinam. No entanto, em meio aos seus 7.500 acres, uma revolução silenciosa na conservação está em andamento e uma borboleta rara faz o seu retorno. Nós, do U.S. Fish and Wildlife Service, temos uma parceria notável que destaca os esforços de conservação em terras militares. Acredita-se que o Fort Custer seja a primeira instalação militar dos EUA a reintroduzir uma espécie listada federalmente, a Mitchell’s satyr, anteriormente desaparecida desta área em Michigan.

Sobreviventes frágeis

O Fort Custer tem o cenário perfeito para essa borboleta rara, um tipo de área úmida chamada prairie fens. Prairie fens são áreas úmidas alimentadas por águas subterrâneas que borbulham através do calcário. A água é rica em minerais e pobre em nutrientes, o que cria um lar especial para plantas como ciperáceas e gramíneas prosperarem. As lagartas da Mitchell's satyr alimentam-se dessas ciperáceas, e os adultos põem seus ovos nas gramíneas. Sem essas plantas, o futuro da borboleta seria incerto.

Outrora amplamente distribuída pelo Meio-Oeste e pela costa leste, a pequena borboleta marrom com ocelos pretos contornados de amarelo agora sobrevive em apenas alguns locais. Seu voo lento e baixo dura apenas algumas semanas a cada verão, o que a torna fácil de passar despercebida e ainda mais fácil de perder. A vulnerabilidade da espécie reforça a importância do esforço de conservação.

Proteger espécies frágeis exige trabalho em equipe. Esse marco torna-se possível por meio de uma parceria notável entre a Michigan Army National Guard, a Michigan State University, o John Ball Zoo, o Michigan Natural Features Inventory, o Kalamazoo Nature Center e a nossa agência, por meio do programa Ecological Services e da Great Lakes Restoration Initiative. Cada parceiro desempenha um papel vital, combinando conhecimentos e recursos para viabilizar a reintrodução.

Usando as flexibilidades da Endangered Species Act, a Guarda Nacional sente-se confiante para avançar com o projeto. Por meio de um processo formal de revisão, a nova população de borboletas do Fort Custer é destinada a ser uma população de reserva temporária. Essa classificação significa que essas borboletas podem, futuramente, ajudar a iniciar ou fortalecer outras populações de Mitchell's satyr em outros lugares, se necessário. Também temos um parecer biológico que cobre as atividades atuais e futuras da base, tanto dentro quanto fora da propriedade. Isso significa que a Guarda Nacional não precisa solicitar nova aprovação a cada mudança de missão. Se a base precisar alterar a forma como utiliza a terra, as borboletas podem ser transferidas para um novo local sem colocar em risco o projeto ou a missão de treinamento da base.

Como descreve a bióloga do U.S. Fish and Wildlife Service, Tameka Dandridge: “Quando cerca de 300 borboletas Mitchell’s satyr são liberadas, nossa persistência e trabalho árduo fazem toda a diferença para tornar essa ideia uma realidade.” Graças a essa cooperação, o número de borboletas liberadas em Michigan cresceu cerca de 58% nos últimos dois anos. Cada soltura, cada melhoria nos métodos de criação, cada prairie fen restaurado e cada nova descoberta de pesquisa é um passo para garantir o futuro dessa borboleta rara.

A jornada é lenta, mas cada marco traz esperança. À medida que o Fort Custer Training Center continua sua revolução silenciosa, a história da borboleta Mitchell’s satyr permanece como um testemunho do que pode ser alcançado quando a conservação e a gestão responsável caminham lado a lado.

Guia de campo: a borboleta Mitchell's satyr (Neonympha mitchellii)

A matéria acima conta a volta desta borboleta a Fort Custer. Aqui está o que ela diz sobre o animal, organizado para você reconhecê-lo, conferir um avistamento e comparar com espécies parecidas.

Como reconhecer, passo a passo

  1. Comece pelo lugar

    Vive em prairie fens: áreas úmidas alimentadas por águas subterrâneas que sobem pelo calcário, com água rica em minerais e pobre em nutrientes, onde crescem ciperáceas e gramíneas. Sem fen, sem Mitchell's satyr.

  2. Confira a estação

    Os adultos voam por apenas algumas semanas a cada verão. Fora desse período você não verá nenhum.

  3. Olhe o tamanho e a cor

    É uma borboleta pequena e marrom. Uma borboleta grande ou de cores vivas é outra.

  4. Procure os ocelos

    Ocelos pretos contornados de amarelo são a marca dela. Só borboletas marrons com ocelos são candidatas.

  5. Observe o voo

    Lento e baixo, rente à vegetação. Quem voa rápido e alto não é ela.

  6. Depois, dê um passo atrás

    É uma espécie rara, listada em nível federal. Fotografe de longe, anote onde e quando, e não persiga nem manuseie.

Exemplo prático

Você caminha ao lado de um campo úmido e aberto em Michigan, no verão. Uma pequena borboleta marrom desliza rente às ciperáceas, em voo lento, e quando pousa você vê ocelos escuros com anel amarelo. Lugar, estação, tamanho, ocelos e voo combinam, então vale documentar com uma foto, o ponto exato e a data. Ainda assim não é uma identificação: outras borboletas marrons dividem os campos úmidos e só um especialista pode confirmar.

Pode ter sido uma Mitchell's satyr?

Responda o que você viu. Cada resposta é comparada com o que a matéria diz sobre a espécie. Deixe em branco o que não percebeu.

Onde você estava?
Como era o lugar?
Quando você viu?
Como ela parecia no geral?
Deu para ver ocelos?
Como ela voava?

Seu resultado

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Com menos respostas ainda não há o que comparar.

Compare com as parecidas

Reduza a lista pelo lugar onde você viu a borboleta e pelos ocelos. A tabela mostra quais borboletas marrons ainda são candidatas.

Onde você viu
Ocelos nas asas

4 de 4 espécies ainda combinam

  • Mitchell's satyr Neonympha mitchellii

    Habitat
    Prairie fens: áreas úmidas alimentadas por águas subterrâneas, com ciperáceas e gramíneas
    Aparência
    Borboleta pequena e marrom; voo lento e baixo
    Ocelos
    Ocelos pretos contornados de amarelo, em fileira
    Proteção
    Listada em nível federal na Lei de Espécies Ameaçadas dos EUA
    Conferir em
    fws.gov
  • Eyed brown Satyrodes eurydice

    Habitat
    Campos úmidos de ciperáceas e brejos
    Aparência
    Borboleta marrom de porte parecido
    Ocelos
    Uma fileira de ocelos na face de baixo
    Proteção
    Não tratado aqui
    Conferir em
    butterfliesandmoths.org
  • Little wood-satyr Megisto cymela

    Habitat
    Mata e bordas com arbustos
    Aparência
    Marrom, de lugares sombreados
    Ocelos
    Dois ocelos grandes em cada asa
    Proteção
    Não tratado aqui
    Conferir em
    butterfliesandmoths.org
  • Common wood-nymph Cercyonis pegala

    Habitat
    Campos abertos, pradarias e bordas de mata
    Aparência
    Maior e de marrom mais escuro
    Ocelos
    Dois ocelos grandes na asa da frente, muitas vezes sobre uma mancha amarelo-clara
    Proteção
    Não tratado aqui
    Conferir em
    butterfliesandmoths.org

A linha da Mitchell's satyr vem da matéria acima. As outras três são conhecimento geral de guias de campo, incluídas só para mostrar com o que ela pode ser confundida; o link de cada linha leva à página da espécie no Butterflies and Moths of North America, onde dá para conferir a descrição, e vale consultar também um guia de campo regional. O status de proteção delas não é tratado aqui.

Mitchell's satyr: perguntas e respostas

Como é a Mitchell's satyr?

Uma pequena borboleta marrom com ocelos pretos contornados de amarelo.

É borboleta ou mariposa?

É uma borboleta. O U.S. Fish and Wildlife Service a chama de borboleta rara. Em espanhol, "mariposa" abrange borboletas e mariposas, e por isso o nome aparece às vezes como "mariposa sátiro de Mitchell".

Onde ela vive?

Em prairie fens: áreas úmidas alimentadas por águas subterrâneas que borbulham pelo calcário. A água é rica em minerais e pobre em nutrientes, e ali prosperam ciperáceas e gramíneas.

O que ela come?

As lagartas comem ciperáceas. Os adultos põem os ovos em gramíneas, então os dois tipos de planta são necessários.

Quando dá para ver?

Os adultos voam devagar e baixo por apenas algumas semanas a cada verão.

Por que é rara?

Já foi amplamente distribuída pelo Meio-Oeste e pela costa leste dos Estados Unidos e hoje sobrevive em apenas alguns locais. Depende de um tipo estreito de área úmida e de suas plantas, e é uma espécie listada em nível federal.

O que acontece em Fort Custer?

Acredita-se que o Fort Custer Training Center, em Michigan, seja a primeira instalação militar dos EUA a reintroduzir uma espécie listada em nível federal. A borboleta havia desaparecido da área. A população foi pensada como reserva temporária, que mais tarde poderá ajudar a iniciar ou reforçar outras populações.

O que fazer se eu achar que vi uma?

Fotografe de longe, anote o local e a data, e não capture nem manuseie. Envie os dados ao órgão de vida selvagem do seu estado ou ao U.S. Fish and Wildlife Service.

Fatos sobre a espécie: U.S. Fish and Wildlife Service: fws.gov