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Vida marinha

Águas-vivas ancestrais mostram evolução genética repetida

Estudo genético de linhagens distantes de águas-vivas mostra que mudanças moleculares idênticas são muito mais comuns na natureza do que cientistas supunham.

Relatado por Phys.org · · 2 min de leitura

Águas-vivas ancestrais mostram evolução genética repetida
Imagem: Phys.org

Cientistas marinhos que investigavam a história evolutiva das águas-vivas descobriram que espécies com parentesco distante frequentemente desenvolvem mutações genéticas correspondentes. A descoberta revela que a convergência molecular, na qual ramos separados da árvore da vida passam por modificações genômicas idênticas, é significativamente mais comum do que especialistas acreditavam anteriormente.

A investigação examinou Medusozoa, um grupo ancestral de animais marinhos que surgiu pela primeira vez há cerca de 650 milhões de anos. Ao longo de centenas de milhões de anos, vários membros desse grupo desenvolveram de forma independente características externas semelhantes, como olhos, enquanto múltiplas linhagens deixaram, de maneira independente, de se desenvolver em medusas de natação livre. Os biólogos queriam entender se esses desenvolvimentos físicos compartilhados foram impulsionados pelas mesmas alterações subjacentes em seu DNA.

Traços desacoplados

Para explorar essa dinâmica, cientistas da UC Santa Barbara colaboraram com colegas da Texas A&M University, da University of Nebraska e da University of Kansas. Juntos, eles construíram um amplo mapa evolutivo utilizando registros fósseis juntamente com dados moleculares modernos. Em seguida, os especialistas examinaram todos os genes ativamente expressos em diversas espécies, verificando modificações idênticas que surgiram em ramos separados por mais de 600 milhões de anos de tempo evolutivo.

A análise genética comparativa revelou um número inesperadamente grande de revisões genômicas correspondentes entre linhagens distintas. No entanto, essas alterações moleculares idênticas raramente coincidiam com as formas externas compartilhadas pelos animais. Em vez de explicar formas físicas convergentes, os padrões moleculares pareciam em grande parte independentes dos desenvolvimentos anatômicos visíveis.

De acordo com os autores do estudo, esses resultados demonstram que a evolução em nível microscópico pode ser mais previsível e repetível ao longo de vastas escalas de tempo do que se reconhecia anteriormente. Ao mesmo tempo, os pesquisadores enfatizaram que a desconexão entre genes compartilhados e estruturas visíveis indica que a maneira como as pressões ambientais moldam corpos animais complexos continua sendo muito mais intrincada do que sugerem fórmulas genéticas simples de um para um.