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Mamíferos selvagens

Orangotangos resgatados voltam à mata protegida em Bornéu

Oito primatas salvos de queimadas sazonais intensificadas foram transferidos para uma reserva natural segura com água e alimento em abundância.

Relatado por BBC News · · 2 min de leitura

Orangotangos resgatados voltam à mata protegida em Bornéu
Imagem: BBC News

Oito orangotangos retornaram ao seu ambiente de floresta natural no oeste de Bornéu após serem abrigados de incêndios graves que varreram suas áreas de convivência no início do ano. O grupo, composto por dois machos adultos e três pares de mãe e filha, foi libertado em um santuário protegido por meio de uma ação conjunta de autoridades florestais e da International Animal Rescue Indonesia.

Equipes do governo e conservacionistas resgataram quarenta e seis primatas ao longo de agosto e setembro, à medida que os incêndios pioravam durante o período de seca. A crise ambiental foi ainda mais ampliada pelo aquecimento recorde dos oceanos associado ao El Niño, que agravou as condições de seca. Biólogos observaram que o desmatamento agrícola para plantações também degradou a cobertura vegetal naturalmente resistente, permitindo que as chamas se espalhassem rapidamente.

Os incêndios devastaram a vegetação ao redor, deixando os primatas isolados em terras agrícolas, como áreas de cultivo de seringueiras, coco e dendezeiros. Em múltiplos casos, mães e seus filhotes enfrentaram a fome e o aumento de conflitos com assentamentos humanos próximos depois que os corredores de fuga foram queimados. Especialistas em bem-estar animal intervieram quando as zonas fragmentadas não puderam mais fornecer alimento ou abrigo.

Em busca de sobrevivência a longo prazo

Lideranças da conservação enfatizaram que transferir os animais para o santuário designado era essencial para sua preservação. A floresta recém-selecionada conta com fontes confiáveis de água, amplos recursos de forrageamento e ligações contínuas de copa com a natureza adjacente, dando aos primatas deslocados uma oportunidade genuína de prosperar.

A soltura ocorre em meio a preocupações mais amplas sobre a espécie criticamente ameaçada, cujos números em Bornéu e Sumatra caíram de cerca de 230.000 há um século para cerca de 104.000 hoje. Avaliações recentes indicaram que mais da metade da população restante de Bornéu reside em zonas vulneráveis a queimadas recorrentes, ressaltando a necessidade urgente de preservar habitats conectados contra as pressões climáticas.