Mamíferos selvagens
Coleção de animais exóticos recebe ordem de remoção
Criador na zona rural do País de Gales deve transferir uálabis, porcos-espinhos e aves exóticas após a rejeição de recursos de planejamento.
Relatado por BBC News · · 2 min de leitura

Um criador que abrigava uma grande variedade de fauna não nativa na zona rural do País de Gales recebeu ordem de autoridades de planejamento para remover os animais de sua propriedade. A coleção, que inclui uálabis, mangustos, porcos-espinhos, cangambás e diversas aves, como papagaios, águias, calaus e falcões, havia provocado reclamações de moradores vizinhos.
James Wale instalou-se na propriedade arborizada de 17 acres situada perto de Llannon há cerca de dois anos. Ele havia administrado anteriormente um empreendimento de aves raras em Pembrokeshire, que encerrou as atividades quando um contrato de arrendamento de terras expirou. Após a mudança, ele inicialmente considerou abrir uma atração de visitação voltada para corujas antes de ajustar seus planos para instalações privadas de bem-estar animal, juntamente com pequenas atividades agrícolas e florestais.
Vizinhos manifestaram preocupações quanto a ruído e saneamento, descrevendo sons noturnos que se assemelhavam a uma floresta tropical em vez da vida selvagem local. Reclamações apresentadas durante os procedimentos do conselho distrital também citaram geradores de energia em funcionamento, cães latindo e episódios em que animais de fazenda, como cabras, vagavam além dos limites da propriedade.
O Conselho de Carmarthenshire emitiu ordens de execução exigindo que Wale desmonte sua residência em cabana de madeira e interrompa o abrigo de rebanhos não agrícolas e animais silvestres em cativeiro. Embora Wale tenha recorrido da decisão, um inspetor designado pelos ministros galeses visitou a área florestal e acabou rejeitando o recurso.
O inspetor observou que, juntamente com aves domésticas e cavalos, o local abrigava um conjunto não autorizado de criaturas exóticas. Como as atividades alteraram substancialmente o caráter rural da área sem a devida aprovação, o recurso foi indeferido.
As autoridades, no entanto, prorrogaram o prazo de cumprimento de seis para doze meses. A decisão reconheceu que encontrar abrigo alternativo adequado para uma variedade tão especializada de criaturas exige tempo adicional de preparação. Representantes de Wale declararam que pretendem apresentar outra proposta formal de planejamento em um esforço para manter a coleção de aves na propriedade.


